top of page

Tupinambour

  • Foto do escritor: Nana
    Nana
  • 27 de jul. de 2023
  • 1 min de leitura

Sempre li sobre a alcachofra de Jerusalém nos livros de culinária mas nunca tinha visto ela pessoalmente. Semana passada me deparei com ela num canto do Instituto Chão e, apesar da correria dos últimos dias, não resisti e trouxe pra casa o tal tubérculo.


Fui procurar da onde ela era e me aparece um outro nome, ainda mais curioso, um tal de 'tupinambor'! Ah, e junto com esse outro nome, descubro que ela é parente do girassol e tem uma flor amarela bem fofa.


Ela é originária da América do Norte, foi domesticada pelos nativos e levada pra Europa por um francês chamado Samuel de Champlain em 1600 - inclusive,foi ele que fundou Quebec.


No mesmo momento que o tubérculo desembarcou na França, lá estavam seis Tupinambas daqui do Brasil. No meio do alvoroço dos colonizadores, a batata canadense ganhou nome afrancesado de povo indígena brasileiro - tupinambour. Aposto que essa informação surgiu em algum equivalente aos tios que espalham fake news nos WhatsApps - imagino um francês bem arrogante que, com ares de desprezo bufava "claro, batata dos índios. Se chama tupinambour e é exclusivamente produzida pelos tupinambas brasileiros, obviamente."


Mas da onde vem alcachofra de Jerusalém nessa história toda? A tal batata tem um gosto que lembra alcachofra e, bom, Jerusalém veio de girasole. Como que girasole vira Jerusalém? Falam que vem da pronuncia. Essa, continuei sem entender - se alguém desvendar, me conta.


Ah, e de quebra ela é bem gostosa. Fiz refogada! Bem firminha e levemente adocicada.

 
 
 

Comentários


Post: Blog2_Post

©2019 by Guêla Delicatessen. Proudly created with Wix.com

bottom of page